O vocabulário de uma criança é limitado e a pronúncia de algumas palavras pode ser muito complicada para elas. Isso, porém, não é um problema, faz parte do desenvolvimento da fala e é muito engraçado. Não se deve corrigir a criança o tempo todo. O bom é deixá-la experimentar as novas palavras e rir bastante das coisas engraçadas que elas terminam inventando.

Sempre existem aquelas criancinhas exibidas, que pintam as unhas, usam a maquiagem da mãe, abusam das bijuterias e saem por aí de óculos escuros. Assim era Aninha. Não tinha vergonha de nada. Carregava um batom na sua bolsinha cor-de-rosa da Hello Kitty. Estava sempre de batom, pulseiras, anéis e colares. Ia assim até para a escola. Os pais e professores achavam a menina super graciosa. A mãe dela sempre tinha o cuidado de não deixar a menina exagerar nos acessórios, mas sempre sair com alguma coisa bonita e adequada à idade.

Um dia Aninha chegou à escolinha cheia de pulseiras coloridas no braço, daquelas de plástico, que se compra em sacos. Como estavam aprendendo as cores, a professora pediu a ela para dizer as cores das pulseiras. A menina disparou a dizer todas as cores: "amalela, azul, vêde, rosa, roxa". De repente, parou. Havia uma pulseira transparente no meio do caminho. E agora? Como boa criança, porém, ela não se deixou abater pelo inesperado. Disparou: "cor de copo". E seguiu em frente com as cores.

A professora, claro, riu bastante - não na frente da menina, lógico - e levou Aninha para dizer as cores das pulseiras a todo mundo. A mãe da menina não aguentou e pediu para ela repetir várias vezes, para os avós, tios, primos, vizinhos. Tudo o que era transparente ela mostrava à filha e perguntava a cor. "Cor de copo", ela respondia com toda a sabedoria de uma criança aprendendo.

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