Chega uma fase em que a mania é se esconder, arrumar um esconderijo, fazer uma cabana e ficar dentro para ver o que acontece. Todo mundo já fez um kit de sobrevivência infantil algum dia. É simples, porém, ninguém entende a complexidade funcional de cada item.

Primeiro, tem um boneco. Pode ser um ursinho de pelúcia, uma barbie, ou um boneco velho do seu avô, mas o "amigo" tem que estar lá. Comida é importante. Um bom e velho Toddyinho - o companheiro de aventuras - nunca é demais. Se já sabe escrever, leve um caderno e uns lápis coloridos. Quem sabe você não precise desenhar um mapa para alguém achar seu esconderijo?! Não pode faltar uma toalha velha, ou um lençol amarrotado, ou até uma fronha de travesseiro, mas é imprescindível um lugar para deitar, mesmo que você não vá fazer isso.

Há itens variáveis, como: bola, pá, balde, cabana, caixa vazia, fogãozinho, panelinhas, talheres e pratos de plástico, garrafa d'água (afinal, quem precisa de água quando se tem Toddynho?!) e um amigo. O amigo é variável, pois normalmente a criança quer sumir sozinha.

Kit em mãos, é hora de escolher o local do esconderijo. Primeiro, tem que ter mato. Pode ser atrás de uma árvore, naquele lugar remoto do parquinho, ou em cima da árvore, se ela for grande o suficiente. Segundo, deve ser coberto. Serve até a casinha do parquinho, mas você deve estar muito bem protegido da chuva. Por último, só deve caber você e suas coisas dentro, no máximo seu amigo, mas tem que ser um espaço suficientemente pequeno e aconchegante onde não fique nada ao alcance da chuva ou de possíveis invasores.

Agora, é hora de brincar! Tem gente que aguenta poucos minutos brincando. Mas criança aventureira e solitária, pode ficar dentro do esconderijo por horas e deixar pais, mãe e tias desesperados.

09/30