Como seria se minha vida fosse um filme? Como seria se escrevessem minha biografia? Como seria se eu fosse atriz de Hollywood? Como seria a vida sem computador? Como seria se eu não tivesse conhecido você? Como seria se eu tivesse perguntado aquilo? Como seria se eu tivesse saído? Como seria se ainda fizesse arquitetura? Como seria se tivesse terminado letras antes?

Adoro brincar de "como seria se...". Ou adorava, agora não sei mais. As perguntas e respostas mudaram bastante ultimamente. Esse negócio de vida adulta e pessoa trabalhadora pode ser muito difícil no início. Confesso que tentei adiar bastante, mas precisei encarar a realidade de maneira diferente. Aliás, nem precisei, escolhi, pois ainda poderia ter ficado jogada no sofá da sala, sentada em frente ao computador por bastante tempo.

A vida é coisa séria. Ninguém pode passar o tempo todo brincando. Mais cedo ou mais tarde alguns "se" se transformarão em certezas. E é disso que eu acho que todo mundo mais teme.

Estranhamente, escrevi este texto de trás para frente, logo, faz sentido lê-lo das duas maneiras.