Em toda porta de colégio tem um vendedor de bombom (ou bala, mas aqui é bombom) super legal, que conhece todas as crianças e faz amizade com a maioria dos pais. É aquela simpatia que leva todas as guloseimas para estragar os dentes do filho e fazer a alegria da criançada no recreio e na saída.

Porém, todo pai que preze pela saúde dos dentinhos de leite dos filhos, normalmente define um dia para permitir que suas crianças comprem os bombons. Para Henrique, este dia era a sexta. Ele tinha apenas três anos, mas sabia a importância de um dia da semana na vida da pessoa. Sua avó dava um dinheirinho a ele, mas advertia: "Chiclete só na sexta". Já o vendedor de bombom, Mário, sabia o dia de cada criança comprar. Ele dizia: "Henrique, hoje é sexta!" e o menino sorria, sabendo o que a palavra sexta implicava.

Uma terça, houve uma festinha de um amiguinho de Henrique na escola e todas as crianças da turma saíram da escola cheias de bombons nas mãozinhas pequenas. A mãe de Henrique, sem saber da festa, ao ver as guloseimas proibidas nas mãos do menino, logo perguntou:
- Henrique, e esses bombons?
O menino não teve dúvida e respondeu:
- Mãe, hoje é sexta!

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