O episódio anterior deixou um suspense. O coitado do Romualdo tinha sido queimado pelo vaso sanitário explosivo pela segunda vez e Ricardo tentava apagar o incêndio sozinho. O maior medo de Poliana era perder um filho precocemente por algum acidente.


Mas não foi desta vez, felizmente. Poliana chegou a tempo para ajudar o filho mais velho a apagar o fogo e salvar Romualdo.


Traumatizado por ter sido chamuscado duas vezes, Poliana precisou acalmar o filho e conversar com ele até seu humor voltar ao normal e ele conseguir seguir com a vida normalmente. Ela prometeu que iria comprar privadas novas, sem a tubulação com o gás reciclador de água que provavelmente estava causando as explosões. Poliana e Ricardo estavam se sentindo como verdadeiros heróis por terem salvo o menino, mas precisavam que ele também estivesse bem da cabeça, sem traumas.


Logo, o irmão Felipe, mesmo achando graça da desgraça do irmão gêmeo - claro, ele era maligno - o convidou para dançar um pouco para ajudá-lo a esquecer dos acontecimentos. Os incêndios ficaram verdadeiramente no passado quando as trigêmeas viraram bebês e agora estavam preenchendo a casa com seu andar desequilibrado e seus cabelos ruivos.


Ivana tinha sido a recém-nascida que mais levou Poliana a desmaiar de cansaço por seus choros a cada cinco minutos. Agora, ela tinha se tornado uma bebê irritável, ou seja, iria continuar chorando para manipular as pessoas. Pelo menos esse cabelo e os óculos escuros eram fofos.


A trigêmea do meio era Fabiana, igualmente fofa com presilhas nos cabelos, mas a diferença para irmã era a personalidade angelical. Talvez desse menos chiliques que a irmã.


A mais nova era Doriana, também ruivinha, muito graciosa e de personalidade encantadora. Poliana teve seu primeiro bebê encantador depois de quarenta nascidos.


Mal cresceram e já estavam tentando andar pela casa de forma fofamente desequilibrada. Poliana ia atrás para garantir que elas estavam com suas necessidades básicas atendidas. Agora era hora de troninho, movimento, pensamento e criatividade, tudo isso multiplicado por três.


Enquanto isso, os filhos de Poliana continuavam a aderir ao movimento da vizinhança de correr pelado por aí. Desta vez foi Tatiana, a herdeira de Malcom, que resolveu se alongar no jardim da mãe completamente sem roupa.


As meninas começavam a aprender coisas em seus tablets de coelhinho que sobreviviam bravamente desde os primeiros filhos de Poliana. Normalmente os bebês só usavam o tablet para desenvolver a habilidade inicial de pensamento, pois os brinquedos e blocos faziam o progresso ser bem mais rápido. Poliana era profissional da criação de bebês agora e sabia todos os truques.


Adriana também passou correndo pelada naquele dia. Esse movimento era algo que Poliana não compreendia muito bem. Será que ela também deveria tentar correr pelada algum dia? Ora, se todo mundo estava fazendo, é porque devia ser bom...


Os meninos chegaram da escola com ótimas notas. Felipe e Romualdo ainda com nota 8 não poderiam crescer, mas Ricardo tinha obtido um 10 e já podia tirar o bolo de morango para assoprar as velas. Isso daria a Poliana a chance de ter gêmeos na gravidez atual. Será?


Ricardo tinha uma personalidade completamente aleatória. Ele era glutão, maldoso e amante de cães e nada disso fazia o menor sentido. Ele queria ser um sim da renascença, ou seja, desenvolver várias habilidades ao mesmo tempo. Um jovem aleatório que estava pronto para enfrentar o mundo real e encontrar seu rumo.


Poliana agora tinha que se dividir em três para dar atenção às bebês. As roupinhas de inverno eram muito fofas. Basicamente, tudo tinha que ser feito ao mesmo tempo. Enquanto ensinava uma a usar o troninho, a outra conversava para aprender a falar.


Enfim todas as meninas foram dormir depois de ouvir uma historinha inspiradora. Poliana teria algumas horas livres para ajudar os outros filhos, fazer comida, cuidar de si e dormir, quem sabe. Também poderia entrar em trabalho de parto, por que não?


Vladmir tinha chegado para conversar e acabou ajudando um pouco na tarefa de casa dos gêmeos. Poliana avisou que ia dormir e esperava que todos se comportassem.


No meio do sono, ela acordou sentindo as dores do parto. Agora, mais um mistério a ser resolvido: o filho do Príncipe Encantado seria um ou mais de um? Se fossem dois, a casa lotaria e Poliana ficaria envelhecendo normalmente até que Felipe e Romualdo pudessem sair de casa. Se fosse apenas um, ela deveria engravidar logo para retardar o envelhecimento, porém, ainda não tinha seduzido nenhum homem previamente. O que é melhor?

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