estou saindo do meu corpo as palavras perdem o sentido a cada frase lida poema épico poesia epopeia literatura tortura beleza a solidão da palavra a solidão da mulher a solidão simples pura cansada sem fala cala rala sem substância profundidade rasa você se cala e eu também mas eu tenho perguntas você tem respostas não é, é, talvez. quebra ponto quebra-pau conto um conto sem contar nada só cantando todas as músicas que foram feitas para os amantes se amarem todos os amantes distantes cantantes gozantes sem casa se amando por aÃ. deixei você respirar antes de recomeçar porque tem mais coisa querendo sair e eu não tenho nem pontuação já que nada mais faz sentido na linguagem ser de linguagem ser de lÃngua tua lÃngua na minha lÃngua. tudo bem, eu paro eu pauso eu não sigo mais regras porque não quero não preciso a vida é minha a letra é minha sou a mãe da letra que escrevo das letras que combinam que já vêm pré-combinadas esperando a sintaxe as frases o sentido que nem precisa ter. agora, se eu consigo escrever assim, por que não consigo entender? você me entende? entende compreende confunde sei lá não sei talvez minha solidão é essa de dizer sem saber se entenderam mas estou falando para quem isso também não sei. eu escrevo em voz alta, eu tenho voz mas estou calada, eu tenho corpo mas estou cansada, eu tenho mente que nem sente só mente
fluxo de palavras só não é pior do que o fluxo menstrual o fluxo verbal o fluxo lexical blá blá blá besteira meu cabelo está cheiroso nessa foto tá bom já chega deixa me deixa estou bem estou ótima um beijo





















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